"UM PALMO OU DOIS ACIMA DO CHÃO" É O MAIS NOVO ROMANCE DE EDIVAL LOURENÇO
Com cadência proustiana e regionalismo experimental, o escritor goiano restaura pela memória e ficção um universo extinto, unindo identidade, pertencimento e a força poética da linguagem oral. A publicação da obra contou com o apoio do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás (FAC) e pode ser adquirida pelo site da editora “Faria e Silva”

O romance de autoficção “Um palmo ou dois acima do chão” é ambientado no sertão goiano. O protagonista da história é um menino, que reconstrói a infância vivida com os pais em fazendas do interior. A obra escrita por Edival Lourenço mergulha nas relações de trabalho rurais, nas tradições da Folia de Reis, no garimpo, na mística sertaneja e na riqueza linguística do homem do campo, que inventa palavras diante da ausência do vocabulário formal.
De acordo com o escritor, o romance narra de maneira dramática o êxodo rural vivenciado por milhares de famílias brasileiras. “Eu também vivi essa situação. Por isso, Miguel Sanchez Neto, que escreveu o prefácio, diz que a obra é uma autoficção. É uma situação vivida transformada em ficção e que também faço uma crítica a hostilidade do Brasil aos sertanejos”, detalha.
Edival Lourenço é autor de sete livros de poemas, três de crônicas, dois de contos e três romances. O mais recente “Um palmo ou dois acima do chão” já recebeu o Prêmio Nacional Bariani Ortêncio, na categoria romance inédito. “Escrevi uma história leve, com humor, embora a história seja dolorida. Afinal, só dói quando eu rio. Então eu rio com dor, mas rindo”, enfatiza.
A poética da narrativa está no sonho do menino de oito anos em ser alfabetizado. Com o uso da rica inclinação à expressão oral do interior goiano conseguiu decifrar os textos de um Almanaque do Biotônico Fontoura, trazido por um vendedor, que leu para ele o que estava contigo no livreto. O menino Edival contava histórias, enquanto sonhava ser escritor um dia.
“Até surgiu um boato de que eu tomei Biotônico Fontoura e aprendi a ler. Só que não sabia ler, eu estava fingindo. Um dia chegou o dono da fazenda e falei para ele que queria aprender a ler de verdade. Queria contar histórias e escrever histórias iguais às que tinham no Almanaque”, contextualiza Edival Lourenço.

Trajetória artística
Edival Lourenço de Oliveira nasceu em Iporá (GO) em 1952 e, atualmente, reside em Goiânia. Advogado, aposentado pela Caixa Econômica Federal e ex-presidente da União Brasileira de Escritores (UBE) de Goiás, ocupa a cadeira n.º 22 da Academia Goiana de Letras. É colunista do Jornal O Popular e da Revista Bula. Ex-secretário de Cultura de Goiás. Foi co-apresentador do programa Raízes Jornalismo Cultural, da PUC TV Goiás, por dez anos.
É autor de 13 livros. A obra "A Centopeia de neon” recebeu o Prêmio Nacional de Romance do Estado do Paraná (1994) e o romance "Naqueles morros depois da chuva" conquistou os prêmios Jaburu e Jabuti (2012). Em 1989, recebeu o Prêmio Nacional de Crônicas do Festival de Inverno de Campos do Jordão (SP), com a crônica “Infância diversa”. “Um palmo ou dois acima do chão” recebeu o Prêmio Nacional Bariani Ortêncio de romance inédito, em 2025.
PROGRAME-SE
Assunto: “Um palmo ou dois acima do chão” de Edival Lourenço | Pré-venda
Quando: sexta-feira, (25/09)
Valor: R$ 79,90





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