"SOPRO" FICA EM CARTAZ NO TEATRO RAUL CORTEZ - SESC 14 BIS
Com Noemi Marinho, Amanda Acosta, Dagoberto Feliz,Nicolas Trevijano, Biah Ramos e Mada Rocco, a peça estreia em 22 de outubro.

A montagem europeia de Sopro iria estrear no Brasil na 7ª edição da MIT de 2020 (Mostra Internacional de Teatro), mas foi inviabilizada em decorrência da pandemia do COVID-19. Agora, “Sopro”, do diretor e dramaturgo português Tiago Rodrigues ganha montagem inédita no Brasil pelas mãos do diretor Marco Antonio Rodrigues, a partir de 22 de outubro, no Sesc 14 Bis, em curta temporada até 15 de novembro.
A encenação brasileira tem elenco formado por Noemi Marinho, Amanda Acosta, Dagoberto Feliz, Nicolas Trevijano, Biah Ramos e Mada Rocco e uma equipe criativa regida por Luque Daltrozo. Zeca Baleiro assina as composições originais da peça que é uma homenagem aos bastidores do teatro, construído a partir das lembranças de uma profissional que trabalha como ponto (pessoa responsável por soprar as falas para os atores durante as apresentações).
A ideia de escrever “Sopro" surgiu depois de Tiago Rodrigues ter se confrontado com a existência de dois pontos profissionais - os últimos em Portugal - quando, em 2015, assumiu a direção artística do teatro nacional D. Maria II, em Lisboa.
Tiago Rodrigues foi o Artista em Foco na MIT de 2020, vencedor do XV Prêmio Europa Realidades Teatrais em 2018 e um dos nomes em crescente ascensão da cena cultural europeia. Ator, encenador, dramaturgo e produtor português, é defensor de um teatro vivo e profundamente enraizado na ideia de escrever para e com os atores. Procura constantemente a transformação poética da realidade através das ferramentas e engrenagens teatrais. Desde setembro de 2022, é Diretor do Festival d’Avignon, na França.
Marco Antonio Rodrigues ao longo de sua trajetória manteve um amplo convívio e intercâmbio com artistas e encenadores portugueses somando mais de 30 encenações em Portugal. País, segundo ele, um oásis pela sua cena teatral, --dos atores, da forma de organização que o Estado proporciona, apostando em estruturas coletivas e permanentes. Há experiências das mais diversas, encenadores e dramaturgias contemporâneas excepcionais como a de Tiago Rodrigues.
O lugar de partida de "Sopro" é a imagem de uma mulher nas ruínas de um teatro, onde trabalhou como ponto durante toda a vida. Guardiã de uma atividade em vias de ser extinta, ela evoca memórias reais e fictícias, mesclando histórias das coxias, fantasmas de artistas que por ali passaram e autores clássicos da dramaturgia como Tchékhov, Racine e Molière.

Tiago Rodrigues acrescenta ainda que Sopro tem o objetivo de “deslocar o olhar do espectador para quem está na sombra, numa espécie de homenagem aos bastidores, à máquina invisível que movimenta o visível no teatro”. Uma homenagem que se concretiza, na prática, num ponto sobre a qual recaem as luzes da ribalta e que, através de ligeiros “sopros”, usa os atores profissionais em cena para interpretar a sua própria voz e gestos, num relato “muito inspirado, mas muito transformado” das histórias de vida de Cristina Vidal e das “centenas de profissionais dos bastidores que passaram pelo D. Maria”. Sopro procura não só reenquadrar o papel dos agentes teatrais, como também, no processo, refletir sobre a “máquina do mundo, as pessoas que vivem e atuam nos bastidores da sociedade, e que escolhem dignamente servir, existir em função do outro”, conclui.
Na abertura do texto do programa, Marco Rodrigues diz: “Acho uma delicadeza essa obra se chamar Sopro. Refere-se em primeira mão ao momento em que o ponto, ou no caso a ponto, sussurra quase no ouvido da atriz ou do ator, palavra, frase ou ação que lhe falta no palco.”
E conclui: “Pelo sim pelo não, pelo bem pelo mal, não se pode duvidar do sopro da poesia.”
“A montagem de "Sopro” é a possibilidade de homenagear todos os profissionais que, sem serem vistos pelo público, exercem suas atividades da mesma forma devocional do que os artistas. No Teatro como na Vida, todos somos necessários e imprescindíveis. E todas as paixões são válidas!”, declara Luque Daltrozo.
Sopro estreou no Festival de Avignon, seguiu para o palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa e agora estreia em São Paulo.
SINOPSE
Alçada ao posto de protagonista, a mulher, guardiã de uma atividade em vias de extinção, que atua como ponto - função que "sopra" o texto quando o elenco esquece as falas - sai das sombras dos bastidores para recontar sua vida e fragmentos da história do próprio teatro.
Sopro é também uma história de amor, de intriga, de trabalho, de política, de vingança, de solidão, de amizade e todas passadas num teatro.
QUEM FAZ
Autor: Tiago Rodrigues
Direção: Marco Antonio Rodrigues
Elenco:
Noemi Marinho
Amanda Acosta
Dagoberto Feliz
Nicolas Trevijano
Biah Ramos
Mada Rocco
Trilha Sonora Original: Zeca Baleiro
Cenógrafo: Ulisses Cohn
Desenho de Luz: Aline Santini
Assistência e Operação de Luz: Caio Maciel
Figurinista: Cassio Brasil
Desenho e Operação de Som: Cecília Lüzs
Visagista: Dhiego Durso
Cenotécnico: Mateus Fiorentino
Direção de Palco: Dell Jesus
Contrarregra: Luiz Carlos Ferreira
Arte da Capa: Zeca Rodrigues
Designer Gráfico: Carolina Lima de Oliveira
Fotos: Leekyung Kim
Microfonista: Carolina Ribeiro Defino
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro
Assistente de Direção: Carolina Splendore
Assistente de Produção: Júlia Dias
Produção Executiva: Camila Bevilacqua
Direção de Produção: Luís Henrique Luque Daltrozo
Produção: Daltrozo Produções
PROGRAME-SE
Sesc 14 BIS
Estreia: 22 de outubro de 2026, Quinta, 20h. Teatro Raul Cortez
Temporada: De 23 de outubro a 15 de novembro. Quinta a sábado, 20h. Domingo e feriado, 18h.
Não haverá sessão em 25/10. Sessões com tradução em libras: 5 e 7/11, às 20h; 6/11, às 15h; 8/11, às 18h. Sessões com audiodescrição: 7/11, às 20h; 8/11, às 18h.
Ingressos: R$ 60 / R$ 30 / R$ 18 Vendas online em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou pelo aplicativo Credencial Sesc a partir de 13/10, 17h
Vendas presenciais nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo, a partir de 14/10, às 17h.
Classificação: 14 anos
Gênero: Drama
Duração: 105 minutos
Capacidade: 523 lugares





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