PRÊMIO MD'AZEVEDO ABRE EXPOSIÇÃO AO PÚBLICO NO CENTRO DE ARTES
Com trabalhos de artistas de diferentes estados brasileiros, “Diálogos Decoloniais” ocupa o espaço cultural, na Vila Telebrasília pelos próximos 30 dias

A produção artística brasileira ganha espaço em Brasília com a abertura da exposição “Diálogos Decoloniais”, do 3º Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais, no dia 3 de novembro. A mostra ocupa o Centro de Artes, localizado na Vila Telebrasília, até 03/12, reunindo trabalhos selecionados em uma iniciativa que busca ampliar a circulação das artes visuais e estimular reflexões sobre as diferentes perspectivas que atravessam a produção artística contemporânea.
Com 675 trabalhos inscritos, provenientes de diferentes estados brasileiros e 35 selecionados, o prêmio reafirma sua dimensão nacional e promove o encontro entre artistas, linguagens e experiências culturais diversas. A exposição apresenta ao público parte dessa produção, convidando os visitantes a conhecer diferentes abordagens artísticas e a refletir sobre questões relacionadas à memória, identidade, território, representação e construção de narrativas.
O tema “Diálogos Decoloniais” coloca em evidência discussões sobre os modos de produzir, interpretar e compartilhar conhecimento por meio da arte. A proposta abre espaço para diferentes perspectivas e questionamentos sobre referências culturais, histórias e estruturas de pensamento que influenciam a criação artística, valorizando a pluralidade de experiências e expressões presentes na arte brasileira.
Realizado pelo Centro de Artes, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o Prêmio chega à sua terceira edição fortalecendo sua trajetória de incentivo às artes visuais e de valorização da produção artística nacional.
O legado de Gildred
Natural de Muritiba, no Recôncavo Baiano, Gildred foi a fundadora do espaço e construiu um legado que ultrapassa a produção artística. Mulher negra, arte-educadora, artesã, professora e empresária, dedicou sua trajetória à formação humana por meio da cultura, utilizando a arte como instrumento de educação, inclusão social, autonomia e valorização das identidades culturais.
Sua história se conecta à proposta do Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais ao reafirmar a cultura como espaço de transformação, reconhecimento de saberes e valorização de diferentes expressões e identidades. Ao chegar à terceira edição, o prêmio também mantém viva a memória de Gildred e Moreira D’Azevedo, transformando esse legado em incentivo à produção artística contemporânea e ao encontro entre diferentes trajetórias.
Comissão reuniu experiências na arte, pesquisadores e profissionais com trajetórias nacionais e internacionais
A seleção dos trabalhos contou com uma comissão julgadora formada por profissionais com trajetórias distintas e atuação nas artes visuais, na pesquisa acadêmica, na educação e na gestão cultural.
Entre os integrantes está Fernando de Castro Lopes, artista que realizou sua primeira exposição aos 15 anos, durante o período em que viveu no Chile. Radicado em Brasília há mais de quatro décadas, trabalhou por dez anos com ilustração médica no Hospital Sarah Kubitschek e por mais de 20 anos no Correio Braziliense. Formado em Artes pela Universidade de Brasília (UnB), também foi professor de Artes no Colégio Militar de Brasília. Participou de salões e exposições individuais e coletivas, recebendo prêmios nacionais e internacionais. É fundador e presidente da Associação Parque Ecológico das Sucupiras, onde desenvolve atividades artísticas, educativas e de preservação ambiental.
A comissão também contou com Fran Favero, artista visual, gestora, pesquisadora e curadora. Doutoranda em Arte e Tecnologia pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UnB, é mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Foi diretora do Museu Nacional da República em 2024 e 2025 e professora do Departamento de Artes Visuais da UDESC entre 2020 e 2023. Sua pesquisa investiga as relações entre territórios, corpos e memórias, explorando linguagens como fotografia, vídeo, publicações de artistas e instalações.
Completa a comissão Lynn Carone, artista visual e pesquisadora nascida em Los Angeles e naturalizada brasileira, que vive e trabalha em Brasília. Formada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), é mestre e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UnB, na linha de Arte e Tecnologia. Sua produção multimídia abrange videoarte, vídeo performance, fotografia, instalação, desenho, pintura e gravura. A pesquisa articula questões sobre cidade e natureza, cartografias, tecnologias contemporâneas e modos de coexistência entre humanos e não humanos. É autora do livro Lugares móveis: cartografias de si e de mundos e a invenção de heterotopias, publicado em 2026, e participou de exposições no Brasil e no exterior.
Gestão e curadoria conduzem a trajetória do Prêmio
A realização da terceira edição também é resultado do trabalho de gestão, articulação e pesquisa que sustenta o projeto. Lídia Henrique, responsável pela coordenação geral, conduz o planejamento estratégico e a articulação das equipes, parcerias e processos envolvidos na iniciativa. Sua atuação abrange as decisões que orientam as diferentes etapas do Prêmio, da organização à comunicação, com foco na continuidade e no fortalecimento do projeto.
A curadoria e a produção executiva estão sob responsabilidade de Newton Scheufler, pesquisador e doutorando em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Com formação e atuação interdisciplinar nas áreas de Ciências Biológicas, Antropologia Social e Artes, Scheufler desenvolve um trabalho que aproxima pesquisa, reflexão crítica e experimentação artística. Artista plástico e designer gráfico, possui trajetória expositiva no Brasil e no exterior e atua na formação em História da Arte, Teoria da Arte, Design Gráfico e Estética. Também está à frente da Casa da Mão, espaço dedicado à criação e ao fomento artístico.
A articulação entre gestão, curadoria, produção e pesquisa integra a proposta do 3º Prêmio MD’Azevedo, que busca fortalecer a presença das artes visuais e criar oportunidades de circulação para a produção artística contemporânea.
Exposição convida o público a conhecer a produção artística contemporânea
A visita permite conhecer os trabalhos selecionados e refletir sobre as questões que atravessam as obras, em um espaço dedicado às artes e à formação cultural.
A realização do 3º Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais é do Centro de Artes, com produção de arte de Artur Mello Cavalcante. A coordenação geral é de Lídia Henrique do Nascimento, com gestão administrativa e financeira de Margareth Chianca. A curadoria e a produção executiva estão sob responsabilidade de Newton Scheufler, enquanto a comissão de seleção e julgamento é formada por Fran Favero, Fernando de Castro Lopes e Lynn Carone.
A assessoria de comunicação é assinada por Elen Carolina da Silva Guimarães. O projeto gráfico e a identidade visual, assim como o design editorial e a diagramação do catálogo, são de Catarina Nascimento Damiano, em parceria com Luís Santos. Carolina Nascimento Damiano responde pelo social media, Felipe Marins da Silva pelo audiovisual e Ana Sheila dos Santos Saraiva pela fotografia. Os recursos de audiodescrição são desenvolvidos por Ana Paula Castro, Fernando Rodrigues e Gabriela Passos.
A mostra permanece aberta até 3 de dezembro, no Centro de Artes, na Vila Telebrasília com entrada gratuita. A exposição abre às 19h30 nesta terça-feira.
Saiba mais informações sobre o Centro de Artes https://www.instagram.com/reel/DBCC71wP5_d/?dlrf=MWl2dWY4emppdzlpdg== .
PROGRAME-SE
O que: Exposição do 3º Prêmio MD'Azevedo – Diálogos Decoloniais
Quando: 03/11 a 03/12/26
Onde: Centro de Artes - Vila Telebrasília, Rua 1, lote 25 - Asa Sul
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Foto: divulgação
Informações: @centrodeartes





Comentários