"O DOENTE IMAGINÁRIO", DE MOLIÈRE, NO TEATRO VIRADALATA/ SP

O DOENTE IMAGINÁRIO, estreia nova montagem dia 14 de julho no Teatro Viradalata.

Fotos de Heloisa Bortz

Com pesquisa, adaptação e concepção de direção de Maria Eugênia De Domênico, o espetáculo tem direção artística de André Kirmayr, música e direção musical de Tato Fischer, cenografia e figurinos de Kleber Montanheiro, iluminação de André Grywalsky, produção, atuação e parceria na adaptação de Marcos Thadeus. Serão 12 sessões, incluindo três com intérprete de libras e uma com audiodescrição. A temporada é de quinta a sábado às 20:30h e domingo às 19h até o dia 31 de julho. A montagem do clássico texto, escrito em 1673, traz no elenco, além de Damasceno, os atores Marcos Thadeus (Argan), Nathalia Kwast (Angélica), Paulo Olyva (Senhor Boafé e Beraldo), Paulo Bergstein (Fleurant e Dr. Purgon), Giovani Tozi (Cleanto), Felipe Calixto (Thomas Diaforius), Alexia Twister (Beline) e Jorge Primo (Senhor Diaforius). Já bem doente quando escreveu a obra, no mesmo ano de sua morte, o gênio da literatura universal, um dos maiores destaques do teatro francês no século 17, Jean-Baptiste Pocquelin, sofreu uma hemoptise (crise de tosse com sangue provocada pela tuberculose avançada, na época não existia vacina a doença) durante a semana da estreia em Paris, em fevereiro de 1673. E faleceu logo em seguida em sua casa, durante o carnaval, assistido por duas freiras que ele hospedava em sua residência. Elas estavam na cidade para iniciarem os cerimoniais litúrgicos da Quaresma. Era apoiado por Luiz XIV, que admirava suas farsas e comédias. Le Malade Imaginaire, no original, tem música de Marc-Antoine Charpentier (1643-1704). A divertida intriga criada por Molière parte do conflito entre a autenticidade e a hipocrisia. No centro da trama está Argan, figura ao mesmo tempo simpática e detestável, um senhor hipocondríaco, egoísta, rabugento e, muito de vez em quando, simpático. Ele tem um médico e um farmacêutico que se aproveitam da situação e não ousam contrariar seu rico paciente que tem investido altos valores em suas consultas e remédios, dando corda e fazendo-o acreditar que, de fato, é um doente incurável. A governanta da casa, Toinette, tem certeza de que Argan é completamente saudável. Para economizar em suas consultas, Argan deseja que sua filha Angélica se case com o filho do médico, também doutor. Para encontrar um norte e se inspirar, Maria Eugênia pesquisou acervos de universidades, pinçando textos pesquisados na Sorbonne e na Universidade de São Paulo. Acervos de músicas também foram objeto de seu estudo. “No trabalho, vi que a música de Marc-Antoine Charpentier, numa gravação com orquestra do Palácio de Versailles, era acessível. Então usamos um trechinho, uma citação musical da composição original.” A busca musical encaminhou Eugênia a outras referências, incluindo o livro de Célia Berrettini, A Origem do Teatro de Molière, Duas Farsas. “A partir daí, a pesquisa se debruçou sobre as várias traduções do que está sendo publicado hoje na França, como Le Malade, a retomada do texto original para o público atual e as nossas várias traduções brasileiras, tem umas cinco, pelo menos. Reli todas e passei a imaginar o que poderia ser feito no palco nos dias de hoje para criar uma montagem do tamanho do nosso orçamento.” “Artisticamente, nosso espetáculo tem inspiração na Commedia Dell'arte, diz a diretora, ressaltando que Molière bebeu das águas desta forma de teatro popular. Ele ficou 14 anos viajando pelo interior da França e se encontrando com as cias italianas de Commedia Dell'arte. As máscaras fizeram a cabeça dele o tempo todo.” Maria Eugênia idealizou e traçou uma concepção geral da direção, entregando em seguida o trabalho executivo de realização a André Kirmayr para ensaiar no dia a dia com o elenco.

QUEM FAZ Maria Eugênia de Domênico – Concepção de Direção, Adaptação e Pesquisa. André Kirmayr – Direção Artística. Marcos Thadeus- Diretor de Produção. Nayara Rocha- Produtora Executiva. Anderson Gouvêa – Preparador Corporal, Direção de Movimento e Coreografias. Tato Fischer- Música e Direção Musical. Kleber Montanheiro- Cenografia e Figurinos. André Grywalsky – Iluminação. Lara Paulauskas- Assistente de Direção. Louise Helène– Visagismo. Nathalia Kwast e Paulo Olyva- Confecção de Máscaras de Sombra. Maria Fernanda Teixeira- Arte Plural- Assessoria de imprensa. Elenco - Luiz Damasceno, Alexia Twister, Felipe Calixto, Giovani Tozi, Jorge Primo, Marcos Thadeus, Nathalia Kwast, Paulo Bergstein, Paulo Olyva. PROGRAME-SE De 14/07/22 a 31/07/22 de quinta à sábado às 20:30 e domingo às 19h. Local: Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387, Sumaré, São Paulo). Sessões com libras: 21,22 e 23/07. Sessão com audiodescrição: 28/07. Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Vendas disponíveis no Sympla e na bilheteria do teatro.

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