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MOSTRA "TESSITURAS DO ADEUS" ABORDA A TRANSITORIEDADE, O TEMPO E A FRAGILIDADE HUMANA

Exposição da artista visual e professora Sandra Gonçalves será inaugurada dia 14/5 no Museu de Arte do Paço 

Foto de Sandra Gonçalves - Divulgação da artista
Foto de Sandra Gonçalves - Divulgação da artista

O Museu de Arte do Paço inaugura a exposição Tessituras do Adeus, da artista visual, fotógrafa, pesquisadora e docente Sandra Gonçalves, no dia 14/5, quinta-feira, às 18h. A curadoria é de Letícia Lau. Sandra é professora da FABICO (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

 

A exposição apresenta um conjunto de fotografias que propõe um mergulho nas complexidades da vida e da morte, explorando poeticamente a transitoriedade, o tempo e a fragilidade humana.

 

Sandra capta momentos fugidios em espaço hospitalar e outros cenários ressignificados, ecoando os conceitos de fragilidade, resiliência e a persistência da espécie como formas possíveis de imortalidade. “A produção destes trabalhos é resultado de uma longa travessia, que se transformou num átimo quando o tempo se contraiu no puro agora, e o confronto com a impossibilidade do controle do fluxo da vida”, reflete.

 

A curadora comenta, ao assinalar que Sandra explora poeticamente o conceito da transitoriedade e do tempo: “Cada imagem é o resultado da tessitura de experiências pessoais traduzidas em um ritual de despedida, nas quais a artista funde suas próprias fotografias com achados digitais, criando composições híbridas que transcendem o tempo. O espectador é convidado a se aproximar da narrativa atravessada pelo tempo, em que uma frase-imagem emerge do diálogo sequencial entre as obras pelo viés da expografia.”

 

Tessituras do Adeus - Divulgação
Tessituras do Adeus - Divulgação

Para Sandra, a exposição é um convite à introspecção sobre o legado humano e a inevitabilidade da morte, conceitos que permeiam suas obras com sensibilidade. Cada fotografia não apenas documenta, mas também questiona o significado da existência e as epifanias que nos conectam ao efêmero. A exposição foi apresentada recentemente no Centro Cultural Correios, no Rio.  

 

Sandra Gonçalves - Foto de Nilton Santolin
Sandra Gonçalves - Foto de Nilton Santolin

Sandra é natural da cidade do Rio de Janeiro, e reside em Porto Alegre desde 2005. É professora titular e pesquisadora na área da Fotografia na UFRGS. Possui graduação em Comunicação Visual na Escola de Belas-Artes (UFRJ), mestrado e doutorado em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação (UFRJ) e especialização em Processos Curatoriais pelo Instituto de Artes (UFRGS). É autora do fotolivro Cápsula, Editora Origem (2021), e La vie en rouge, Coleção Photothings (2024).

 

Como pesquisadora e artista tem como base a fotografia. Sua produção aborda questões relacionadas à vida em seus múltiplos aspectos sociais, culturais, econômicos, a sobrevivência do planeta e de suas diferentes espécies. Aspectos relacionados à finitude são recorrentes em seu trabalho.

 

Sua trajetória artística iniciou-se no ano 2000, com a exposição individual “Carvoeiros”, no Palácio do Catete, no Rio. Desde então, produz e exibe individual e coletivamente trabalhos em fotografia. Participa da cena fotográfica e artística através de editais, convocatórias e exposições. Possui obras em acervos de museus e coleções particulares e participa de grupos de discussão e estudos sobre a fotografia e a arte.

 

PROGRAME-SE

Exposição: “Tessituras do Adeus"

Artista: Sandra Gonçalves

Curadoria: Letícia Lau

Inauguração: 14 de maio, das 18h às 20h.

Visitação: de 15 de maio a 3 de julho

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Local: Museu de Arte do Paço - Praça Montevidéu, 10 - Centro Histórico - Porto Alegre, RS

Entrada gratuita

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