GRAVURA GALERIA DE ARTE ABRE A COLETIVA "ENTRE MATRIZES" E A INDIVIDUAL "MEMÓRIAS DE CHALÉ", EM PORTO ALEGRE
- Josuel Junior - Editoria
- há 5 horas
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A primeira mostra reúne as gravadoras Anico Herskovits, Miriam Tolpolar, Suzel Neubarth e Fernanda Soares; e a segunda é de autoria de Flora Zeltzer

A Gravura Galeria de Arte abre duas exposições no dia 10 de setembro (quinta-feira), das 18h30 às 20h30, em Porto Alegre: a coletiva “Entre Matrizes – Impressões Compartilhadas”, que reúne as gravadoras Anico Herskovits, Miriam Tolpolar, Suzel Neubarth e Fernanda Soares; e a individual “Memória de Chalé”, da artista visual Flora Zeltzer, sobre uma comunidade judaica que se instalou em Quatro Irmãos, no interior do Rio Grande do Sul, no início do século passado.
Anico Herskovits, Miriam Tolpolar, Suzel Neubarth e Fernanda Soares desenvolveram suas poéticas e passaram a integrar uma rede de saberes em constante transformação. Além da técnica, aprendizagens e experiências do ofício, elas compartilham amizade e parceria há mais de 30 anos.
Na exposição, apresentam litografias, xilogravuras e gravuras em metal, na sala Branca. “Cada impressão preserva a singularidade de quem a produz e também revela a força criativa que nasce da convivência entre mulheres matrizes”, ressaltam.

Anico assina seis xilogravuras e quatro litografias. Miriam mostra uma série nova e inédita de litografias, intitulada “Estou noite”. No conjunto de imagens de mulheres que criou, utiliza uma técnica e procedimentos particulares. Um deles é o uso de pó de ouro sobre a imagem impressa em um papel preto.
As mulheres retratadas “são carregadas de violência, com bocas costuradas e olhares marcados, mas também oníricas e por vezes eróticas com antúrios brotando de seus corpos”, descreve a artista. Miriam também exibe uma série de mulheres impressas em litografia com Chine-collé, na mesma temática.
Suzel, por meio de levantamento fotográfico, buscou locais significativos e marcos referenciais que constroem a estética das cidades. Trabalhou com a gravura a partir de repetidas impressões, “por vezes eliminando áreas do desenho com a utilização de máscaras em uma mesma matriz, por vezes acrescentando novas imagens em duas matrizes, explorando a sobreposição de uma ou várias cores” conta ela.
O trabalho resultante, avalia, é a valorização de espaços e monumentos urbanos através de uma releitura daquilo que já se encontra gravado na memória coletiva.
Fernanda participa de “Entre Matrizes” com oito gravuras, cinco litografias e três gravuras em metal. “Representam minha busca pela repetição da imagem impressa em suas diferentes aparições. Há anos trabalho com gravura e o que sempre me encanta são as formas da natureza que organicamente aparecem nas minhas gravuras em repetições diversificadas, gerando novas imagens a partir da mesma matriz”, explica ela, que é fundadora do ateliê Gravura na Tulipa, onde o quarteto se reúne semanalmente.
Memória de Chalé
Neta e filha de imigrantes judeus, a artista visual Flora Zeltzer desenvolveu um trabalho de pesquisa para saber como era a vida da comunidade judaica que se instalou em Chalé, vila no município de Quatro Irmãos, no interior do Rio Grande do Sul, no início da segunda década do século passado.
A partir de lembranças, ela investigou a presença judaica no território, incluindo seus antepassados: como construíram suas vidas, como preservaram suas tradições, como participaram ativamente da comunidade local. Ouviu outros descendentes, revisitou fotografias, documentos e bibliografias, recuperando fragmentos de histórias individuais e coletivas.

Trabalhos da mostra retratam a família tradicional, homens, mulheres, danças, moradas, religiosidade, violinista no telhado e um casamento (releitura de Marc Chagall).
A proposta é de que a exposição “Memórias de Chalé – Distrito de Quatro Irmãos, RS – Memória, Território e identidade: entre o que foi vivido e o que ainda está por vir” não se encerra no passado. “Ela procura estabelecer uma ponte com o presente e com um futuro que já começa a se desenhar. Novas linguagens, novas formas de relacionamento, as redes sociais e as tecnologias contemporâneas modificam a maneira como registramos, compartilhamos e construímos nossas memórias”, diz a artista.
30 anos
A galerista e arquiteta Regina Galbinski pontua que as duas exposições fazem parte das comemorações de 30 anos da Gravura e ambas estão em sintonia com a data, "uma pela técnica que dá nome à galeria e outra pelo foco na memória". O conceito da campanha que assinala os 30 anos de atividade da Gravura é expresso pelo slogan "O tempo passa, a arte fica".
PROGRAME-SE
Exposições “Entre Matrizes” e Memórias de Chalé
Abertura: 10/9, das 18h30 às 20h30
Visitação: até 31/10
Horários: de segunda a sexta, das 9h30 às 18h30; sábado, das 9h30 às 13h30
Local: Gravura Galeria de Arte
Endereço: Rua Coronel Corte Real, 647, bairro Petrópolis, Porto Alegre
Entrada gratuita
Fones: (51) 3333-1946, whatsapp (51) 99718-9258 ou (51) 99666-3972Site: www.gravuragaleria.com.brInstagram: @gravuragaleria
Fotos: Divulgação das artistas





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