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"ENSAIOS PARA PONCIÁ" LEVA POÉTICA DE CONCEIÇÃO EVARISTO DOS LIVROS PARA OS PALCOS DE DANÇA

A jornada de autodescoberta, memória e ancestralidade negra  presente no livro Ponciá Vicêncio ganha uma nova dimensão. Livremente inspirado na obra da escritora Conceição Evaristo, o espetáculo de dança “Ensaios para Ponciá” parte  do universo do livro da autora para transformar a palavra em movimento e o silêncio em corpo presente.


A montagem, que tem como processo de criação a ideia de corpo motriz, explora a herança cultural e as marcas da diáspora africana, evocando aspectos presentes no romance, como a relação com a terra, com as artesanias com o barro e o cultivo,  a exploração do trabalho pelos senhores donos de terras e do êxodo rural na busca de uma vida mais justa, uma luta pela existência. evocando aspectos presentes no romance, como a relação com a terra, com as artesanias com o barro e o cultivo,  a exploração do trabalho pelos senhores donos de terras e o êxodo rural na busca por uma vida mais justa, uma luta pela existência. Por meio da estética que busca uma linguagem cênica encruzilhada de fissuras, fricções e do jogo da dança teatral com as motrizes das culturas tradicionais-populares e afro-brasileiras, o espetáculo propõe um diálogo sensível com o público sobre reexistência e afeto.


Para o diretor do espetáculo, Murilo De Paula, a criação a partir da literatura de Evaristo para o palco foi um exercício de diálogo entre a cena e a obra literária. Segundo ele, “a ideia de ensaio presente no título do espetáculo evidencia esse aspecto da cena como espaço de relação e reelaboração de afetos, conflitos e lutas étnico-raciais decorrentes do processo colonial”.


O Corpo que Fala

O espetáculo retoma a parceria entre a Nave Gris Cia. Cênica e o Visível Núcleo de Criação, contando com participação especial do artista da dança Kleber Lourenço,  pernambucano que reside em São Paulo. Desde 2016, ambas as companhias trabalham em parceria, quando realizaram a VISÍVEL+NAVE Encruzilhada Ocupação Cênica, pelo edital Cena Aberta FUNARTE 2016 da Sala Renée Gumiel em São Paulo, que reuniu trabalhos autorais em dança contemporânea, produzidos de forma independente e voltados para a investigação da linguagem cênica a partir de motrizes presentes nas culturas populares e manifestações afro-brasileiras, bem como, a exploração no campo das teatralidades expandidas.


No palco, as criadoras-intérpretes Carolina Alves e Kanzelumuka e o criador-intérprete Kleber Lourenço se deixam atravessar pelas múltiplas narrativas presentes na obra Ponciá Vicêncio. A dança se faz por meio das relações que tecem com suas experiências, no que tange processos de deslocamentos, em busca de bem-viver, num jogo gestual que é nutrido pela presença constante de Angorô, a “grande cobra celeste”, senhora dos movimentos e das transformações vitais. 


Kanzelumuka e Kleber Lourenço, que também assinam a concepção coreográfica da obra, destacam que a criação a partir da ideia de corpo motriz faz parte da trajetória das duas companhias e que o convívio de parte dos artistas do projeto com comunidades-terreiro se faz evidente em seus trabalhos anteriores, como Ato e Corredeira, da Nave Gris, e Pedreira!, do Visível Núcleo, reafirmando a cada espetáculo suas pesquisas artísticas centradas no corpo negro como lugar de trânsito de memórias e narrativas, em especial friccionando noções de temporalidade, ancestralidade e fazer político-epistemológico das danças negras teatrais.


PROGRAME-SE

Local: ECRR Teatro Galpão Hugo Roda

Datas e Horários: 18 e 19 de abril sessões 16h e 19h

Classificação Indicativa: 10 anos 

Ingressos Gratuitos com retirada via plataforma Sympla: 

Assessoria de Imprensa: Bara Comunicação.

 
 
 

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