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“CALDEIRÃO COM MION” PRECISOU ENCURTAR HOMENAGEM A ANTÔNIO FAGUNDES; GLOBOPLAY EXIBIU VERSÃO MAIS COMPLETA

há 2 horas
4 min de leitura

Gravado durante mais de três horas, especial precisou ser reduzido para a exibição na TV, mas ganhou uma versão estendida no Globoplay com “Rainha da Sucata” e outros momentos que ficaram fora do ar

Marcos Mion aparece à esquerda e Antônio Fagundes à direita, ambos sentados no cenário do “Caldeirão com Mion”. Ao fundo, um telão exibe uma imagem ampliada do ator homenageado.
Marcos Mion e Antônio Fagundes durante a homenagem aos 60 anos de carreira do ator no “Caldeirão com Mion”. Foto: Vertical Conteúdo/Junior Dantas.

No último sábado, 26 de setembro, foi ao ar no “Caldeirão com Mion” um “Setlist” dedicado aos 60 anos de carreira de Antônio Fagundes.


E eu tive a sorte de estar na plateia do programa. Aliás, foi a minha primeira vez na plateia de uma atração de auditório. Um sonho realizado logo diante de Antônio Fagundes, o que não é exatamente uma maneira modesta de começar.


A gravação aconteceu no dia 10 de setembro. A proposta era adaptar o quadro, que até então havia homenageado apenas cantores por meio de uma “playlist” de seus trabalhos, para contar a trajetória de um ator.


O resultado foi uma homenagem que percorreu diferentes momentos da carreira de Fagundes, mas também me permitiu acompanhar de perto algo que normalmente o público não vê: a distância entre o programa gravado, a versão exibida na televisão e o conteúdo disponibilizado posteriormente no Globoplay.


O “SETLIST” TROCOU DISCOS POR PERSONAGENS

Antônio Fagundes possui cerca de 120 personagens, 60 peças teatrais e 50 filmes no currículo. Para organizar seis décadas de carreira, o programa transformou novelas, filmes e espetáculos em itens de uma grande playlist.


A estrutura repetiu a fórmula das edições musicais. Marcos Mion apresentava cada momento da trajetória, contextualizava a obra, chamava uma apresentação relacionada ao tema e conversava com Fagundes. Em seguida, um vídeo trazia o depoimento de alguém que havia participado daquele trabalho.


A homenagem passou por produções como “Renascer”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Duas Caras” e “Rainha da Sucata”. Mano Walter interpretou “O Rei do Gado”, enquanto Luedji Luna cantou “E Vamos à Luta”, de Gonzaguinha, tema associado a “Duas Caras”.


Mion conduziu a linha do tempo de maneira clara, dando o contexto necessário para quem não acompanhou todos aqueles trabalhos e abrindo espaço para que Fagundes comentasse os bastidores.


O programa foi interessante e emocionante durante toda a gravação. Também foi difícil ignorar o fato de que Antônio Fagundes estava a poucos metros de distância. Ele foi elegante, inteligente e carismático em cada conversa, inclusive nos intervalos e momentos que provavelmente nunca apareceriam na edição.


MAIS DE TRÊS HORAS PRECISARAM CABER EM CERCA DE 1H20

A gravação durou pouco mais de três horas. No entanto, por causa da transmissão do primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino entre Corinthians e São Paulo, o “Caldeirão” teve seu tempo reduzido na programação da TV Globo. A partida estava marcada para as 16h30, logo após a atração.


Quando o programa começou, minha primeira reação foi duvidar que seria possível reduzir tanto material e ainda preservar a linha narrativa e a emoção da gravação.


Para minha surpresa, foi exatamente o que aconteceu.


A edição conseguiu manter a apresentação da trajetória, os principais depoimentos, as surpresas e a emoção de Fagundes. Mesmo sabendo o que havia sido gravado, não tive a sensação de estar assistindo a um amontoado de cortes desconectados.


“RAINHA DA SUCATA” FOI O CORTE MAIS PERCEPTÍVEL

Minha percepção sobre os cortes começou no segundo bloco, quando percebi que “Rainha da Sucata” não havia aparecido na playlist.


Na novela de 1990, Antônio Fagundes interpretou Caio Szimanski, professor gago que se envolvia com Nicinha, personagem de Marisa Orth. Durante a gravação, a produção exibiu uma mensagem da atriz relembrando a parceria.


Além de falar sobre a novela e sobre a construção da gagueira do personagem, Fagundes comentou a dificuldade de fazer comédia, tanto na televisão quanto no teatro.


Foi um momento interessante porque fugia um pouco dos personagens dramáticos e dos grandes protagonistas normalmente associados ao ator. Também mostrava a variedade de uma carreira que não poderia ser resumida apenas a Bruno Mezenga, Gumercindo ou José Inocêncio.


Ao longo da exibição, também percebi a ausência de algumas falas e o encurtamento das apresentações musicais. Lamentei os cortes com os amigos que assistiam comigo, principalmente porque sabia que aquele material ajudava a ampliar a homenagem.


O GLOBOPLAY DEVOLVEU O QUE NÃO COUBE NA TELEVISÃO

A resposta apareceu ainda durante o programa. Uma mensagem no GC informou que uma versão estendida estaria disponível no Globoplay logo após a exibição na TV.


Claramente, fui conferir.


O vídeo disponibilizado no streaming possui quase duas horas e recupera boa parte do que ficou fora da versão televisiva. “Rainha da Sucata” voltou para a playlist, assim como a mensagem de Marisa Orth e a conversa sobre a experiência de Fagundes com a comédia.


As apresentações de Mano Walter e Luedji Luna também aparecem em versões maiores. Outros momentos da gravação, como as perguntas dos estudantes de teatro e as conversas sobre os métodos de trabalho e a carreira de Fagundes, ganharam mais tempo na edição disponibilizada no streaming.


Assistir à exibição depois de ter acompanhado a gravação completa tornou a experiência ainda mais especial. Além do privilégio de ver de perto uma homenagem de mais de três horas a Antônio Fagundes, pude perceber com clareza o trabalho da edição. Mesmo com a redução, a equipe preservou a linha narrativa, os momentos essenciais e a emoção que senti no estúdio. Rever no Globoplay o material ampliado completou a experiência e aumentou minha admiração por quem conseguiu transformar tantas horas de gravação em uma versão televisiva coerente.


QUEM FAZ?

Apresentação: Marcos Mion

Homenageado: Antônio Fagundes

Participações musicais: Mano Walter e Luedji Luna

Participações: Marisa Orth, Fábio Assunção, Lázaro Ramos, Luiz Solon e Gabriella Rabelo

Direção artística: Bernardo Portugal

Produção: Estúdios Globo


PROGRAME-SE

“Caldeirão com Mion” - Homenagem a Antônio Fagundes

Data de exibição: 26 de setembro de 2026

Onde assistir: Globoplay


“Caldeirão com Mion”

Exibição: sábados Onde assistir: TV Globo e Globoplay

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