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VÍRGULAS É ENTREVISTADO NO PROGRAMA "QUEM FAZ ARTE"

O artista do Pôr-do-Sol tem se destacado nas Batalhas de Rima do DF e deixou de comparecer a uma delas para dar uma entrevista no estúdio do Tailândia Podcast. Vale a pena conferir!

Vírgulas e Josuel Junior no estúdio do Tailândia Podcast

Vírgulas é um artista do Pôr-do-Sol, cidade do DF. Nascido em Samambaia, transita entre a música, a comunicação, as batalhas de rima e a poesia. Aos poucos, tem conquistado espaço entre os seguidores através de postagens que mostram os bastidores de suas criações. São muitos os reels com cortes de Batalhas realizadas nos quadro cantos de Brasília.


O contato com a arte veio cedo. Ainda pequeno, começou a estudar música através de um projeto social realizado num instituto de Samambaia/DF. Lá, aprendeu a tocar os primeiros instrumentos musicais. Começou aprendendo com dois e hoje já toca sete diferentes. A ideia, claro, é brincar com a versatilidade e experimentar mais e mais.


Ainda em Samambaia, conheceu a saudosa diretora teatral Verônica Moreno, importante nome da cena artística que estava à frente da também importantante Paixão do Cristo Negro - um projeto de arte-educação e produção artística que levou o nome da cidade para diferentes meios da comunicação. A partir da Paixão do Cristo Negro e de seus textos ácidos e provocativos sobre a associação da história bíblica com o contexto brasiliense, Samambaia passou a ser uma cidade assumidamente cultural, inteligente e pulsante, auxiliando na formação de diferentes artistas e professores de artes. Vírgulas é um desses artistas e sua experiência com música e teatro na infância foi determinante para o trabalho que realiza hoje.


Foi na VIa Sacra que aquela criança observadora, curiosa e barulhenta passou a se ver como um artista em potencial. Isso o incentivou a se aprofundar no mundo das artes,


"Cresci em meio ao teatro e à música, mesmo não tendo nenhum membro na família que o fizesse profissionalmente. Como todo morador da Samambaia (na época), sempre ouvi muito rap tocado na vizinhança. Eu era uma criança curiosa, quis aprender mais sobre e, ao ouvir as músicas do Rashid e do Emicida, me apaixonei e soube na hora que era isso o que eu queria fazer", comenta Vírgulas.


Já no começo da adolescência, passou a frequentar as batalhas de rima que aconteciam no Museu da República e em outros pontos do DF, além de ir muito a shows e rodas culturais. Passada a fase, começou a escrever suas próprias letras. Um trabalho solitário, lento, profundo... Que começa a se expandir com força agora.


Vírgulas foi se aproximando de outros rolês culturais, sempre experimentando novas linguagens e amadurecendo a própria linha de pesquisa. O EP "Ponto e Vírgulas", lançado anos atrás, foi uma das formas que o artista encontrou para tentar chegar nas respostas das tantas perguntas e dúvidas que todo brasileiro passou no período de pandemia.


"Comecei falando de arrependimentos, aprendizados, amor e inspiração. Passando pelos sonhos, pelo foco e pela determinação. Por último, pensei em falar sobre a frieza cotidiana de cidades grandes", explica.


O cara deixou de ir numa Batalha de Rima pra comparecer ao estúdio do Tailândia Podcast e trocar uma ideia massa sobre arte e resistência! Vírgulas é um poeta da quebrada e isso inclui diferentes áreas onde a poesia pode se manifestar. O artista acredita que o DF é a Síntese! Síntese das misturas culturais, das histórias das quebradas, do corre do dia-a-dia e do audiovisual.

O programa QUEM FAZ ARTE é uma ação conjunta do Tailândia Podcast e Portal Conteúdo e chama artistas e agitadores culturais do DF e de outros estados do país um bate papo sobre produção cultural.


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