"QUANDO AS MÁQUINAS PARAM" ESTREIA EM VERSÃO ON-LINE

Quando as máquinas param, de Plínio Marcos com direção de Kiko Rieser, estreia em versão online e gratuita no dia 15 de março.

FOTO: HELOISA BORTZ

Uma demissão em massa na fábrica em que Zé trabalhava como operário faz sua realidade mudar drasticamente, e nem as costuras de sua esposa Nina conseguem dar conta das faturas que não param de chegar. A desesperança do operário se transforma em um sentimento de humilhação e, depois, em uma revolta que afunda os dois na imobilidade e ameaça o casamento.


Escrito em 1967 por Plínio Marcos, o texto do espetáculo Quando as máquinas param mostra uma realidade completamente atual: a dissolução de uma família por conta do desemprego em massa. Montagem dirigida por Kiko Rieser é a nova produção da Cia Colateral e acontece toda em preto e branco.


Com os atores André Kirmayr e Larissa Ferrara no elenco, a estreia acontece pelo YouTube do Centro Cultural São Paulo no dia 15 de março e a temporada segue gratuita até dia 6 de abril.


O espetáculo transmitido ao vivo é encenado em uma residência que poderia perfeitamente ser a casa dos personagens Nina e Zé, adaptada pela direção de arte de Kleber Montanheiro, filmado com planos e movimentos cuidadosamente ensaiados para flagrar de perto a realidade daquele casal com dinâmica imagética.


Para o diretor Kiko Rieser, “a despeito de Quando as máquinas param não se filiar ao conjunto mais conhecido da obra do dramaturgo, é provavelmente sua peça que hoje mais fala à nossa realidade. Expondo uma situação de colapso econômico e social, em que demissões em massa dissolviam famílias e levavam pessoas à mais profunda miséria, o texto ganha renovada pungência hoje, quando batemos novamente recordes de desemprego, tendência que só tende a se agravar com as consequências da pandemia.”


Sobre a encenação

A residência que serve de locação para a peça é adereçada de forma realista, com riqueza de detalhes, buscando retratar a década de 60 e a condição social de Nina e Zé, de uma simplicidade cuidadosa. Assim também é o figurino, com recorte temporal e tratamento de envelhecimento que deixam claro que não são roupas novas, mas ainda demonstram a dignidade de duas pessoas que vêm até então conseguindo se manter de cabeça erguida. Detalhes da indumentária também dão a ver o capricho de Nina, em que pese o fato de ela ser costureira.


O foco da montagem, no entanto, é o trabalho dos atores, investindo nas profundas contradições desses dois personagens. A câmera é um terceiro personagem, agindo e se movendo junto com os atores, buscando uma dinâmica próxima ao cinema, sem, no entanto, perder a teatralidade intrínseca do texto e da potência dos atores.


PROGRAME-SE

15 de março a 6 de abril de 2021

Segundas e terças, às 20h

Gratuito

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 85 minutos

Link de transmissão: http://youtube.com/CentroCulturalSaoPauloCCSP


QUEM FAZ

Texto: Plínio Marcos

Direção: Kiko Rieser

Elenco: André Kirmayr e Larissa Ferrara

Direção de arte, figurinos e luz: Kleber Montanheiro

Sonoplastia: Rodrigo Florentino

Assistência de direção: Fernanda Lorenzoni

Assistência de direção de arte e figurinos: Thaís Boneville

Direção de produção: Kiko Rieser

Assistência de produção: Jaddy Minarelli

Captação e transmissão de imagens: Gustavo Bricks

Fotografia: Heloísa Bortz



Serviço


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