MAIS MULHERES NO MERCADO FONOGRÁFICO

Thabata Lorena cria e inspira projeto por mais mulheres no mercado fonográfico No DF, o Dona Imperatriz fomenta a valorização de vozes femininas no rap, hip hop, funk e cultura urbana.

Natural de Imperatriz-MA, Thabata Lorena compreende que carreira solo não se faz sozinha. No DF, criou o projeto Dona Imperatriz, que forma mulheres para inseri-las no mercado fonográfico. Mais de 50 já passaram pelas oficinas e palestras abertas e oito compositoras integram um programa de aceleração de carreiras e lançamento de músicas inéditas em parceria com a cantora.


O Dona Imperatriz oferece, até 15 de julho, instrução em elaboração de projetos, trajetória e legado público, articulação em rede, gestão de mídias sociais e economia criativa com artistas renomadas da cena contemporânea. A capacitação é aberta para mulheres acima de 14 anos e conta com interpretação em Libras. Inscrições em http://bit.ly/PalestraseOficinas.


Próximas atividades abertas do Dona Imperatriz:

Oficinas

22/06 às 19h : Gestão de Redes Sociais com Neggata;

24/06 às 19h: Economia Criativa com Wemmia Anita

29/06 às 19h: Mercado Fonográfico com Filipe Alemar

10/07 às 15h e 13/07 às 19h: Elaboração de Projetos e Formalização com Clara Nugoli.


Palestras sobre Inspiração e Trajetória

19/06 às 15h, com Raissa Miah, Carli Ayô e Key Amorim

26/06 às 15h, com DJ Donna

15/07 às 19h, com Realleza


Mulheres são minoria na música mundial Segundo dados da ONG Women in Music, elas ocupam só 30% do setor. No Brasil, o relatório “Por Elas que Fazem a Música", da União Brasileira de Compositores (UBC), revela que a cada R$ 100 de rendimentos com música distribuídos, apenas R$ 9 é destinado a mulheres.


Obrigadas a vivenciar a discriminação de gênero, muitas utilizam a música como ferramenta para reivindicar direitos e denunciar desigualdades. Em 1963, Elza Soares já cantava que “Maria que cuidava muito bem da louça, um dia descobriu-se, descobriram a moça, (...) já não faz o que ficou mandada, trocou a luz de vela pelo refletor [dos palcos]”.


Iniciativas como a Frente Nacional Mulheres no Hip Hop, presente em 15 Estados brasileiros, buscam fortalecer vozes femininas no rap e na cultura urbana.


O que o Brasil ouve O relatório “O que o Brasil ouve”, do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), aponta que dentre uma amostra de 300 mil músicas mais tocadas nos últimos anos e que tiveram rendimentos por execução pública nos segmentos de Rádio, Casas de Festas e Diversão, Música ao Vivo, Festa Junina, Sonorização Ambiental, Show e Carnaval, apenas 14% têm mulheres na autoria.


Para mais informações, acesse @donaimperatriz nas redes sociais.

A cantora e compositora Thabata Lorena, idealizadora do projeto Dona Imperatriz, faz a fusão entre rap e linguagens da música popular brasileira, desde cocos maracatus a outras linguagens da música eletrônica. Natural de Imperatriz-MA, propõe uma experiência musical com voz forte e marcante, que celebra a cerimônia do bumba meu boi e o funk carioca. Faz música diaspórica com equilíbrio sonoro único, um show pra dançar e refletir.



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