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"LUZ INTRUSA" RECEBE ADAPTAÇÃO ON-LINE NA QUARENTENA E ESTREIA DIA 18.

Com texto e direção de Alexandre Ribondi, o espetáculo solo de Abaetê Queiroz fica em cartaz até 9 de outubro.


Estreia na próxima sexta-feira (18) “Luz Intrusa”, peça teatral que é resultado da parceria de Alexandre Ribondi, que assina o texto e a direção, e Abaetê Queiroz, único ator em cena. Montado pela primeira vez em 2013 e remontado em 2017, agora, o espetáculo adaptado pela dupla durante a quarentena será apresentado pela internet nos dias 18 e 25 de setembro, 2 e 9 de outubro, sempre às 21h. As sessões serão transmitidas pelo canal do ator no Youtube (bit.ly/abaetequiroz) e são gratuitas. Os realizadores contam com a contribuição espontânea por parte da plateia, que poderá pagar pelo ingresso de forma voluntária ao final de cada apresentação.


“Luz Intrusa - As viagens no universo de uma casa” conta a história de um homem confinado em um apartamento desarrumado. Circundado por paredes e portas fechadas, ele recusa a companhia da internet, do celular e das cartas que se acumulam. Acompanhando o seu pensamento em voz alta, o público fica sabendo que esse solitário perdeu o emprego e a mulher amada. Ele se debate entre desejos díspares, que vão da alegria ao profundo desencantamento com a vida e com as pessoas. Como se estivesse num purgatório, a personagem revive suas alegrias, enfrenta seus fetiches, mergulha na amada memória do pai, acusa o mundo de querer fazê-lo sofrer e, ao fim, se rende diante da necessidade primária e urgente de viver, sejam quais forem os riscos.


Alexandre Ribondi é diretor do espaço cultural Casa dos Quatro, um teatro independente do Distrito Federal. Em Luz Intrusa ele aborda os estados da alma humana num texto com ação, suspense, intrigas e segredos de família. "Pareceu muito interessante montar um espetáculo sobre um homem que se tranca num apartamento e fica isolado até mesmo da família. A peça mostra a degradação desse homem. Acredito que, hoje, com a pandemia, estamos mais prontos pra entender isso", afirma o diretor e dramaturgo.


Desafio

Para Ribondi, adaptar o espetáculo no contexto atual fornece novas possibilidades para o fazer teatral. "Vamos perguntar a uma pessoa religiosa como é assistir a uma missa pela televisão. Passa emoção? Acontece o tal milagre da fé? É a mesma coisa com o teatro. No nosso caso, a gente tem que, essencialmente, se adaptar a esse maravilhoso mundo do audiovisual. Em Luz Intrusa são 5 câmeras acompanhando o ator. Acho que vou virar cineasta", arremata.


25 anos de palco

"Resolvi fazer Luz Intrusa, antes de mais nada, para comemorar os 25 anos de carreira que completei em agosto deste ano", explica Abaetê Queiroz. "Estava pensando numa forma de celebrar, então me ocorreu esse monólogo que já apresentamos várias vezes em Brasília e outras capitais. E como a história se passa na casa de um homem que está confinado, a coincidência com o que estamos vivendo atualmente no mundo se somou à vontade de colocar em prática muitas pesquisas artísticas e técnicas sobre as lives teatrais que venho desenvolvendo desde o início da quarentena nos projetos em que estou inserido, como OsDramátikos, a Agrupação Teatral Amacaca (ATA) e a Oficina Circo Íntimo", completa.


O ator, diretor e professor de teatro revela ainda que o desafio neste caso foi conceber novas possibilidades cênicas para construir a encenação utilizando diversas câmeras em um aplicativo de videochamada. "Além disso, um monólogo nos dá muita independência para circular, apresentar e promover a peça", finaliza.

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