HOJE TEM SESSÃO DE "CABEÇA - UM DOCUMENTÁRIO CÊNICO" NO CCBB RIO

Em curtíssima temporada, espetáculo será apresentado no Teatro I do CCBB Rio dentro do projeto O Rock Brasil 40 Anos. A obra presta homenagem ao icônico disco "Cabeça Dinossauro", do Grupo Titãs.

Foto: Lu Valiatti

Oito homens em cena, numa formação que alude a uma banda de rock, executam todas as canções do álbum “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs, permeadas por cenas e projeções que desenham um painel dos acontecimentos emblemáticos nacionais e mundiais dos anos 1980 e dialogam com imagens e referências do Brasil e do mundo nos tempos atuais.


O Rock Brasil 40 Anos, maior festival de música do ano vai acontecer entre 6 de outubro e 1º de novembro, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro e arredores, trazendo uma programação completa regada a muita música e arte para homenagear a história do rock nacional. O festival contará com diversas atrações, algumas gratuitas, como pocket-shows, musicais, documentários, exposições de arte e foto, palestras, além de grandes apresentações, nos fins de semana, com os principais nomes do rock brasileiro.


Todos os protocolos sanitários exigidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro através da Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária serão seguidos à risca para garantir a segurança do público. É nesse contexto que o espetáculo "Cabeça (um documentário cênico)" volta nessa curta temporada.


A concepção cenográfica de Felipe Vidal cria um palco de show onde se passa toda a ação. Os figurinos de Flavio Souza variam em texturas e estilos mas são todos pretos, remetendo aos de uma banda de rock. As projeções e o videografismo de Eduardo Souza ajudam a contar a história através de imagens marcantes da cena política, musical e social da década de 80 e atuais, além de palavras-chave e frases projetadas..


A peça celebra os 30 anos do álbum “Cabeça Dinossauro”, da banda de rock Titãs, criando um uma ponte entre o ano de 1986 e os dias atuais através dos temas das canções do disco em diálogo com histórias pessoais dos atores do espetáculo. As canções de “Cabeça Dinossauro”, todas executadas ao vivo na mesma sequência do álbum, são a espinha dorsal do espetáculo que, assim como o disco de vinil, se divide em LADO A e LADO B – primeiro e segundo atos da peça.


Depois do sucesso de “Contra o Vento (um musicaos)”, que revisitava a Tropicália e os anos 1960 através da história do lendário Solar da Fossa, Felipe Vidal e o coletivo teatral Complexo Duplo mergulham nas memórias e no legado dos anos 1980 e do então efervescente rock nacional através de “CABEÇA (um documentário cênico)”, espetáculo que celebra os 30 anos do álbum “Cabeça Dinossauro”, da banda paulistana de rock Titãs.


A dramaturgia e a direção são de Felipe Vidal, e no elenco - formado somente por homens, oito, como na formação original dos Titãs – estão Felipe Antello, Felipe Vidal, Guilherme Miranda, Gui Stutz, Leonardo Corajo, Lucas Gouvêa, Luciano Moreira e Sergio Medeiros. CABEÇA é a segunda peça da TRILOGIA PARAMUSICAL, iniciada em “Contra o Vento”. A primeira parte da trilogia dialogava com os espetáculos teatrais musicais brasileiros do final dos anos 1960 / início dos anos 1970, já “CABEÇA” dialoga com o Teatro Documentário contemporâneo e navega por duas épocas: 1986 e os dias atuais.


CABEÇA foi concebido a partir das canções do álbum “Cabeça Dinossauro” e seu forte posicionamento político frente a questões como o Estado (“Polícia”, “Estado Violência”), a religião (“Igreja”), o capital (“Dívidas” e “Homem Primata”) ou a suposta família tradicional (“Família”).


Os temas são abordados pela perspectiva do Brasil de 1986, recém-saído da ditadura, e dos turbulentos tempos políticos atuais, revelando uma forte pertinência e atualidade dos temas. Além dos fatos históricos, a dramaturgia de Felipe Vidal absorveu ainda as memórias e experiências dos então adolescentes integrantes do elenco (hoje com média de idade de 40 anos), se descobrindo e descobrindo o mundo através da lente do rock nacional, que vivia um de seus mais potentes períodos de criatividade, e seus desdobramentos nos dias de hoje, 30 anos depois.


SOBRE O LP “CABEÇA DINOSSAURO” (1986) – TITÃS

Lançado em finais de junho de 1986, não só marcou a estreia da parceria da banda com o produtor Liminha como também garantiu o primeiro disco de ouro para a banda, em dezembro do mesmo ano. A prisão de Arnaldo Antunes e de Tony Bellotto, nos finais de 1985, por porte de heroína, e a clara vontade da banda querer buscar uma unidade sonora – mais precisamente, pesada - influenciaram na mudança estética que a banda tomou neste LP, após a expressão de uma sonoridade um tanto confusa (que poderia revelar algumas boas canções) nos dois álbuns anteriores. A capa foi baseada em um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci, intitulado A expressão de um homem urrando. Um outro desenho de Da Vinci, Cabeça grotesca, foi para a contracapa do disco. Ainda que remetesse muito ao punk rock, o disco mostra que os Titãs interviam ainda no reggae ("Família"), no funk ("O Quê?", "Bichos Escrotos" e "Estado Violência") e até mesmo em um cerimonial dos índios do Xingu (na faixa-título). Nas letras, vários pilares da sociedade foram discutidos acidamente, expressas a começar pelo título das canções: "Polícia" (de Tony), "Igreja" (de Nando Reis), "Estado Violência" (primeira colaboração do baterista Charles Gavin como compositor dentro da banda). Há também críticas acerca do estado capitalista ("Homem primata") e os tributos abusivos pagos pela população ("Dívidas"). A banda deu caráter antológico à obra ao resgatar "Bichos Escrotos", canção que tocavam desde 1982 e que só pôde ser gravada nesta ocasião. Mesmo assim, a censura vetou a faixa nas rádios por conta do verso "vão se foder", o que não desencorajou algumas rádios a tocarem uma versão com a tal frase vetada, às vezes até a própria versão original, o que acarretava um pagamento de multa. Das 13 faixas do álbum, 11 foram executadas em rádios - como únicas exceções as faixas "A Face do Destruidor" e "Dívidas". Em 1997, a revista Bizz elegeu Cabeça Dinossauro como sendo o melhor álbum de pop-rock nacional, isto quando a banda ainda daria um salto maior comercialmente, com o Acústico MTV Titãs. Em 2012, em comemoração aos 30 anos da banda, o álbum passou a ser executado na íntegra nos shows e foi relançado com as 13 canções originais, mais as versões demo delas e a inédita Vai pra Rua, de Arnaldo e Paulo Miklos. Um dos shows dessa turnê foi registrado e lançado em CD, DVD, Blu-ray e Download digital, intitulado Cabeça Dinossauro ao Vivo 2012. O álbum foi lançado no final do mesmo ano.

Foto: Luiza Pessanha

QUEM FAZ

Dramaturgia e direção: Felipe Vidal

Direção musical: Luciano Moreira e Felipe Vidal

Elenco: Felipe Antello, Felipe Vidal, Guilherme Miranda, Gui Stutz, Leonardo Corajo, Lucas Gouvêa, Luciano Moreira e Sergio Medeiros

Diretor assistente: Rafael Sieg

Direção de movimento: Denise Stutz

Figurinos: Flavio Souza

Iluminação: Tomás Ribas

Cenografia: Felipe Vidal

Videografismo e Programação Visual: Eduardo Souza (PAVÊ)

Interlocução dramatúrgica: Daniele Avila Small

Assistência de direção: Tainá Nogueira

Desenho de som: Cris Delyra

Roadie: Adriana Lima

Direção de produção: Luísa Barros

Produção executiva: Jéssica Santiago

Realização: Complexo Duplo

Idealização do projeto: Felipe Vidal


PROGRAME-SE Data: 14 e 15/10/2021 Local: Centro Cultural Banco do Brasil - teatro I Endereço: R. Primeiro de Março, 66 - Centro – Rio de Janeiro/RJ Horário: 19h Classificação etária: 16 anos

Serviço Rio de Janeiro:

Duração: 120 minutos

https://ccbb.com.br/rio-de-janeiro/programacao/rock-brasil-40-anos-ideias/

NORMAS DE USO Não é permitido permanecer nas áreas de circulação do CCBB. Assim, procure chegar próximo aos horários de início do espetáculo, a menos que pretenda ir a outros espaços no prédio; Caso apresente sintomas compatíveis com a Covid-19, permaneça em isolamento; Respeite as sinalizações no espaço; O uso de máscara é obrigatório, não sendo permitido o consumo de bebidas e alimentos dentro do teatro; Evite contato físico nas áreas de circulação; A tolerância para a entrada é de 5 minutos após o início do espetáculo.

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