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FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TEATRO ESTÁ AGORA NO INSTAGRAM

Nova gestão passa a gerir a rede social da Fundação Brasileira de Teatro. A conta anterior está sendo atualizada aos poucos e contará com exposição virtual do rico acervo do cultural que está em processo de digitalização.

Arte sobre fotos catalogadas pela FBT

Depois que foi noticiado o trabalho feito com o acervo da FBT, diferentes reportagens sobre a ação foram veiculadas na internet, nos jornais e na televisão. Recentemente, matérias produzidas pela Globo e TV Brasil têm sido replicadas por ex-alunos, amantes das artes e entusiastas do segmento teatral do país.


O trabalho de resgate, catalogação, digitalização, arquivamento e difusão do material da FBT tem por objetivo lançar luz a um rico acervo que, com o passar dos anos, manteve-se oculto justamente por não existir um plano continuado de manutenção de pertences pessoais da atriz Dulcina de Moraes e de patrimônio material relacionado à Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, ao Teatro Dulcina e à Companhia Dulcina & Odilon.


Por mais que houvesse empolgação e deslumbramento inicial pela riqueza de materiais pertencentes no prédio da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, foi necessário prudência, sobriedade, paciência e disposição para que o inventário seja feito de maneira respeitosa com o acervo que restou e, principalmente, com a memória dessa importante dama do teatro brasileiro.

Negativo in vitro é encontrado quebrado no acervo. Ao lado, a versão impressa numa revista da década de 1930.

Diferentes ações já foram realizadas por gestões anteriores da FBT, fossem por meio de trabalho filantrópico e voluntário, por meio de delegação de funções administrativas e patrimoniais ao longo das administrações e por representações da Fundação Brasileira de Teatro. No entanto, todas as tentativas foram interrompidas, pausadas ou descontinuadas, mediante alterações na linha curatorial e administrativa da Fundação Brasileira de Teatro. Por muito tempo, confundiu-se o que era Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, Teatro e Galeria Dulcina e FBT. É tempo de deixar claro para a sociedade civil, classe artística e representantes governamentais as ações artísticas, pedagógicas e patrimoniais, a fim de que o ensino de arte, a manutenção teatral e artística e a história do teatro brasileiro sejam valorizadas no DF e regiões.


Se tais divisões entre FBT, FADM e Companhia Dulcina & Odilon nunca estiveram totalmente claras e explicadas para com colaboradores, funcionários, parceiros e estudantes do prédio situado no Setor de Diversões Sul de Brasília, como esperar que a sociedade civil se engaje pela história de Dulcina de Moraes, seu legado e a importância de seu trabalho para a cultura brasileira? Por isso, a decisão de abrir os arquivos originais de Dulcina para o público vem de encontro a uma necessidade da década de 2020: a de permitir o acesso a bens materiais e imateriais, conquistando engajamento, respeitabilidade e identificação com o acervo presente no prédio da FADM/FBT – o acervo que resume décadas de investimento e profissionalização do teatro brasileiro.

Na imagem, processo de catalogação cronológica de filipetas, programas e jornais referentes à tradicional Mostra Dulcina

A primeira etapa das ações da Direção do Espaço Cultural da Fundação Brasileira de Teatro se deu através de visita ao prédio da FBT para compreensão inicial do estado de armazenamento e distribuição do acervo de Dulcina de Moraes e da própria fundação. Foram realizadas visitas ao prédio da FADM/FBT no mês de julho de 2022 já com a nova gestão da Fundação Brasileira de Teatro. Existem pastas e mais pastas com textos de teatro pertencentes à companhia Dulcina & Odilon e ao antigo Teatro Dulcina (quando situado no Rio de Janeiro). Da parte pedagógica, já está sendo feito um trabalho rigoroso por parte da equipe de secretariado. Da parte artística, todo esse dossiê histórico com textos teatrais, documentos e protocolos da transição da FBT do Rio para Brasília será analisado após a fase mais urgente: a do acervo físico não textual de Dulcina de Moraes e da FBT – ou seja: fotos, quadros, troféus, indumentárias e objetos pessoais da atriz e fundadora da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes.

Foyer montado atualmente na FBT com peças do acervo.

Em paralelo, há o trabalho de catalogação de figurinos de Dulcina realizado por professores da instituição.


Ao que tudo indica, fotos tiradas em 2015 estão preservadas, bem como o material de rouparia. Tais fotos (a maioria inéditas) já estão em posse da nova gestão e estão auxiliando o trabalho de difusão das ações.


A princípio, há um andar (a antiga presidência e, posteriormente, o antigo protocolo), subdivido em quatro salas. A ideia é unificar e criar uma linha lógica de mapeamento desses arquivos (ou por tipo, ou por período).


Participaram das ações de resgate, organização, limpeza prévia, catalogação, digitalização e armazenamento os profissionais Roberto Neiva (Secretário Executivo da FBT), Hugo Araújo (Porteiro da FBT), Josuel Junior (Diretor do Espaço Cultural FBT) e os pesquisadores voluntários Gabriel Cabral, Roberto Sá e Letícia Cardoso, todos sob coordenação do atual presidente da Fundação, Gilberto Rios.


Siga a rede social da Fundação Brasileira de Teatro: @fbt.dulcina.

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