EXPOSIÇÃO DE RODRIGO SASSI NO MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA

Fora dos planos, a exposição do artista paulistano Rodrigo Sassi, ocupará o Museu Nacional da República em Brasília.

Esta é a maior mostra dedicada ao artista até a data e reúne cerca de vinte trabalhos tridimensionais, muitos dos quais inéditos, que testam os limites plásticos de materiais “brutos” como concreto, madeira, ferro e pedras na criação de formas fluidas e curvilíneas.Tendo como ponto de partida sua relação com a paisagem urbana e os processos da construção civil, a obra de Sassi estabelece um diálogo direto com o entorno da exposição, desde a arquitetura do próprio museu e do Plano Piloto, até a arquitetura espontânea da periferia de Brasília. A exposição conta com texto crítico assinado por Ana Avelar, curadora e professora da UnB, que destaca o aspecto humano na obra do artista. “Sassi se volta aos materiais e técnicas construtivas locais para destacar a arte que é própria daqueles que a dominam. Estão aí o artesanal, o improviso, a escala humana, o tempo alongado de que necessitam esses trabalhadores para realizar suas atividades”, ela analisa. “Nesses tridimensionais, encontramos formulações poéticas indicativas das coletividades laborais que sustentam nossa experiência metropolitana”.

Sobre o artista Rodrigo Sassi nasceu em 1981 em São Paulo, onde ainda vive e trabalha. Graduado em Artes Plásticas pela FAAP (São Paulo, 2006), recebeu o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea (Brasília, 2013) e realizou diversas residências artísticas como Campo (Garzón, Uruguai, 2019), Sculpture Space (Utica, NY, 2016) e Cité Internationale des Arts (Paris, 2014/2015), entre outras. Dentre suas exposições individuais, destacam-se: Caminhos incertos, horizonte imprevisível, Central Galeria (São Paulo, 2021); Tríptico, FAMA (Itu, 2019); Esquinas que me atravessam, CCBB SP (São Paulo, 2018); Mesmo com dias maiores que o normal, CCSP (São Paulo, 2017); Prática comum segundo nosso jardim, Caixa Cultural (Brasília, 2016); In Between, Nosco Gallery/Frameless Gallery (Londres, 2015) e MDM Gallery (Paris, 2015); Ponto pra fuga, MAMAM (Recife, 2012). Seu trabalho está presente em diversas coleções importantes como: MAR (Rio de Janeiro), MAB (São Paulo), FAMA (Itu), entre outras. Sobre o Museu Nacional da República O Museu Nacional é integrante do Conjunto Cultural da República. É um espaço que insere Brasília no circuito internacional das artes e mostra o que há de melhor na arte brasileira. O espaço é utilizado para exposições itinerantes de artistas renomados e temas importantes para a sociedade, palestras, mostra de filmes, seminários e eventos importantes. Dessa forma, contribui para a educação democrática por meio da cultura e ativa o turismo. Sobre a Central Galeria Na Central celebra-se a criatividade, a tolerância e a diversidade. Desde 2016 sob a direção de Fernanda Resstom, seu programa busca a integração com a cidade, transbordando do espaço expositivo para o entorno da galeria. Ocupa desde 2018 o subsolo do Instituto de Arquitetos do Brasil, no centro de São Paulo, a partir de onde promove exposições, encontros com artistes e curadores, intervenções urbanas e muitos outros projetos. Com o compromisso de difundir reflexões sobre a arte contemporânea, representa cerca de quinze artistes – um time plural que abarca desde nomes jovens até estabelecidos. A Central tem como objetivo ser uma plataforma de projeção nacional e internacional de suas carreiras, auxiliando no florescimento e reconhecimento de suas poéticas. Sobre a Galeria Index A Galeria Index surgiu como um modelo de negócios inovador, que reúne práticas voltadas tanto para a arte moderna, quanto contemporânea. Baseada em Brasília, a galeria foi fundada em 2020 por Mônica Tachotte e Marcos Mendes Manente e, mais recentemente, contou com a adesão societária de Tatiana Gonçales. Ao todo, são doze artistas representades, sendo todos do Centro-Oeste brasileiro, que por meio de projetos artísticos exclusivos, dialogam com as produções de artistas consagrados do período pós-guerra. Essa combinação estratégica permite à galeria um alcance maior de mercado, ao passo que possibilita a diversificação das ações de promoção e difusão da investigação artística. Ao mesmo tempo em que promove a interação entre as pesquisas contemporâneas e as vanguardas históricas, a galeria trabalha constantemente para profissionalizar e legitimar o setor local, organizando e promovendo a produção das artes visuais do cerrado brasileiro. PROGRAME-SE Fora dos planos no Museu Nacional da República Endereço: Setor Cultural Sul, lote 2, próximo à Rodoviária do Plano Piloto – Zona 0. Abertura: 17.12.2021, das 16h às 19h Datas: 17.12.2021 - 06.03.2022 / Sexta a domingo, das 9h às 17h / Terça a quinta exclusivamente mediante pré-agendamento para escolas públicas do DF. Observação: obrigatórios o uso de máscara e tapete sanitizante. Será feita medição de temperatura e disponibilizado álcool em gel. Telefones: (61) 3325-5220 e 3325-6410. E-mail: museu@cultura.df.gov.br

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