ESPETÁCULO "CORPO FECHADO" EXPLORA UNIVERSO DE GUIMARÃES ROSA

Peça das Cias Estado Criativo e Na Boca debate a urgência pela sobrevivência em apresentação online e gratuita.

Foto: Dani Akemi

Inspirado no conto homônimo de Guimarães Rosa, o espetáculo “Corpo Fechado” terá apresentação online e gratuita no dia 23 de abril. A adaptação explora elementos da obra do escritor mineiro em um solo teatral que narra a história de Antonico das Águas. O protagonista é um viajante, artista de rua, que tem a missão de levar a todos uma proteção contra “o bicho que mata o homem". A dramaturgia entrelaça a fé e o sincretismo religioso do povo brasileiro, no cenário das mugangas do artista popular, um reflexo do poder da contação de histórias e do diálogo possível e potente entre quem se dedica a compartilhar arte e o público.


Para além da adaptação, “Corpo Fechado” traz uma narrativa inédita e uma direção de arte composta por uma mala, um banquinho, uma bacia e uma sanfona. Estes itens são os elementos cênicos necessários para que se estabeleça uma relação direta e forte de Antonico com o espectador. Uma conexão que se fortalece ao longo da trajetória do protagonista e das ruas por onde passa. Em cada encontro com os demais personagens, se compõe uma representação da diversidade cultural do nosso país, assim como do universo fantástico de Guimarães Rosa.


“O espetáculo trata de um perigo invisível. É isso que motiva a personagem a percorrer as cidades com seus amuletos protetores, símbolos de um poder também invisível - a fé. Em um momento em que muitas ‘certezas tectônicas’ estão em movimento, a peça não propõe nenhuma mistificação, nem sugere uma solução mágica para as contingências atuais. Ao colocar em cena um charlatão ingênuo, evidencia a precariedade humana e a urgência em sobreviver e indica a solidariedade como caminho”, afirma o ator Jean Fábio, intérprete deste artista de rua que carrega uma mala cheia de histórias.


Contemplado pelo Edital PROAC Expresso Lei Aldir Blanc nº 41/2020, o Espetáculo “Corpo Fechado” é resultado da união das Cias Estado Criativo e Na Boca, ambas do interior de São Paulo.


A peça tem seu lançamento online no dia 23 de abril, e conta com tradução em LIBRAS. A apresentação ficará disponível para acesso gratuito até o dia 25 do mesmo mês.


PROGRAME-SE

Espetáculo “Corpo Fechado”

Quando? Estreia 23 de abril, sexta, às 20h

Onde? Para assistir, basta acessar o canal da Cia Estado Criativo no YouTube

Link de acesso : https://tinyurl.com/CiaEstadoCriativo

(a apresentação ficará disponível por 48h, até dia 25 de abril)

QUEM FAZ

Atuação, adaptação e roteiro - Jean Fábio

Direção e iluminação - Feu de Andrade


SOBRE A CIA ESTADO CRIATIVO

Jean Fábio iniciou sua trajetória no teatro na zona sul da cidade de São Paulo em 1998 e teve sua formação artística forjada principalmente pela experiência do trabalho de grupo. Buscando o equilíbrio entre o coletivo e o pessoal e inspirado pelos fundamentos do Teatro Físico e do Teatro Essencial de Denise Stoklos, fundou em 2013 a Cia Estado Criativo para desenvolver solos teatrais autorais.


Seu primeiro trabalho foi “Poranduba”, inspirado na obra “As Aventuras de Tibicuera”, de Érico Veríssimo. Em 2015 montou “Juca - Uma Criança Inquieta”, homenagem ao escritor Monteiro Lobato e “Sempre Viva” - Contemplado pelo prêmio Funarte RespirArte - SJCampos/SP - Brasil - 2020. Em 2019 estreou “Corpo Fechado”, adaptação do conto homônimo de Guimarães Rosa com direção de Feu Andrade.

SOBRE A CIA NA BOCA

A Cia Na boca nasceu no ano de 2008, pelo anseio da atriz Paola Gonçalves em desenvolver a técnica do ator-criador e estabelecer parcerias com artistas, cujas urgências fossem afins. A primeira montagem foi o espetáculo, "Dando Bandeira" - colagem dos poemas do poeta Manuel Bandeira.


Em 2010 a Cia foi contemplada com a Lic (Lei De Incentivo Fiscal à Cultura de Jacareí) com o projeto Solos Itinerantes que possibilitou a 5 artistas viabilizarem seus projetos de montagem de solos: "Coração Denunciador"; "Corações ao Alto"; "Discurso ao Polvo" e "Um Mar de Muda Euforia". Deste projeto nasceu o espetáculo O Halo, com texto e atuação de Paola Gonçalves e direção artística de Feu de Andrade.

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