ESPETÁCULO "CODINOME MADAME" ESTREIA DIA 15 DE MAIO

Com texto e direção de Tati Bueno, codireção de André Grecco e atuação de Bia Toledo, Codinome Madame conta a saga de Madame, uma ex-atriz que acolheu artistas perseguidos, recolheu obras de artes e passou a viver clandestinamente.

Foto: João Valério

Imagine o Brasil vinte anos à frente. Em um futuro distópico, a liberdade de expressão é controlada com mãos de ferro, o estado laico não existe e os artistas foram banidos da sociedade. Nesse contexto, qualquer manifestação artística é calada, mas a arte resiste e busca lacunas para respirar. Esta é a premissa de Codinome Madame, segundo espetáculo da trilogia Madame da Nossa Companhia que estreia em 15 de maio e cumpre temporada online até 31 de maio, de sábado a segunda.


Com uma proposta imersiva, o espectador é convidado a entrar no universo da peça antes mesmo do espetáculo começar. Para assistir, o público deve fazer um cadastro com um codinome no site #codinomemadame, onde notícias contextualizam o futuro distópico no qual a peça se passa. O link da transmissão será enviado pelo WhastApp cadastrado. Além disso, durante a semana que antecederá a apresentação os convidados receberão “notícias” deste futuro distópico. Ao acessarem o link da transmissão, a atmosfera estará criada.


Codinome Madame foca nos desdobramentos emocionais da protagonista e conduz o espectador pelos caminhos tortuosos da memória da personagem. O espetáculo revisita obras de poetas como Rimbaud, Brecht, Goethe, Clarice Lispector, Oscar Wilde, Fernando Pessoa, entre outros, evidenciando que as artes colaboram com a construção da memória coletiva e a história de um povo. Na jornada de Madame, acompanhamos o seu renascimento, ou o ressurgimento da arte, como um respiro em meio ao caos. Tanto artistas como amantes da arte encontram espaço para manter vivo o teatro, a música, a poesia, as liberdades, nos dando a oportunidade de refletir sobre nossa relação com a arte e como ela é necessária.


Destaque, ainda, para a equipe de criação artística, o Cenário do Chris Aizner, deixa a alvenaria a mostra, exposta a nossa bandeira chamada Cortina de Boca, que chama por toda pintura, todo grafite, todo rabisco que preenche hoje qualquer página em branco, qualquer muro em qualquer lugar. A preparação da atriz foi feita sob o olhar cuidadoso de Inês Aranha e Jéssica Areias. A trilha sonora, dirigida por Felipe Antunes, toda baseada em metais, sem nenhum outro instrumento de apoio, foi executado apenas com trombone, bombardino e tuba, pelo músico por Allan Abbadia, que também assina a assistência de direção musical.


O processo de Codinome Madame começou em abril de 2019, ou seja, muito antes do isolamento social imposto pela pandemia. Mas o texto aborda os efeitos desse confinamento na saúde mental e, no caso de Madame, a arte que tem salvado muita gente, está proibida.


PROGRAME-SE

Sábado a segunda, de 15 a 31 de maio, às 21 horas

Gratuito

Ingressos: cadastro pelo site #codinomemadame: https://sites.google.com/view/codinomemadame

Transmissão: o link será enviado por WhatsApp aos espectadores cadastrados


QUEM FAZ

Concepção: Bia Toledo e Tati Bueno

Dramaturgia: Tati Bueno

Codireção: André Grecco e Tati Bueno

Atuação: Bia Toledo

Preparação de elenco: Inês Aranha

Preparação vocal: Jessica Areias

Direção musical: Felipe Antunes

Assistente de direção musical, trombone, bombardino e tuba: Allan Abbadia

Edição e mixagem: Fábio Sá

Cenário, figurino e ilustrações: Chris Aizner

Designer gráfico: Adriana Alves

Costureira: Judite de Lima

Cenotécnico: Fernando Lemos

Acessórios: Carol Tasca

Direção de fotografia: Nara Ferriani

Desenho de luz: André Grecco e Tati Bueno

Operação de luz: Samya Peruchi

Captação de áudio e operação de som: Cecília Lüzs

Coordenação de comunicação: Dimalice Nunes

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Fotos: João Valério

Direção de produção: MB Produções Artísticas

Produção executiva: Beatriz Passeti e Camila Pontremoli

Realização: Nossa Companhia

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