ÁLBUM "A REVOLUÇÃO É PRETA", DE MARCELO CAFÉ

Novo disco será lançado em todas as plataformas digitais no dia 28 de agosto de 2021

Foto: Célio Maciel

Cinco anos após o primeiro trabalho autoral “Depois do Samba” (Tratore, 2016), o cantor e compositor carioca Marcelo Café celebra a sua maturidade artística, a afirmação identitária e os aprendizados na luta antirracista com o álbum “A Revolução é Preta”, que será lançado no dia 28 agosto de 2021, em todas as plataformas digitais. Artista já consagrado na cidade, Marcelo Café manifesta sua musicalidade e ativismo em um álbum repleto de força e encanto.

Marcelo Café e sua História A construção da pessoa, do artista, do produtor, do ativista cultural e do militante das causas da negritude, Marcelo Café, teve como inspiração primeira as vivências coletivas na cidade de Ceilândia, onde reside há mais de 30 anos. Situada na periferia do Distrito Federal, os noticiários midiáticos insistem em veiculá-la, quase sempre, no imaginário do excesso – de violência e de criminalidade – e da falta – de acesso a serviços e políticas públicas. Mas Ceilândia, em sua história e complexidade, alberga uma enorme diversidade de tradições e manifestações culturais populares, com especial destaque para as de matrizes afro-brasileiras, negras e nordestinas; e é mãe e acolhedora de músicos, artistas, empreendedores, educadores, ativistas e coletivos.


A trajetória existencial, a tessitura artística e a magia dos encontros conduziram Marcelo Café a um contato profícuo e (re)criador com as suas raízes africanas e com a riqueza das histórias, tradições e expressões simbólicas da cultura negra brasileira. Esta reconexão com a própria ancestralidade e os vínculos comunitários gestados na consciência da lida e da luta desaguaram em renovadas vertentes criativas, poéticas e melódicas em que a Negritude despontou e fincou seu lugar. Como ponto de partida e de chegada. Como fundamento e impulso. Como filosofia e mistério. Como diferença e empoderamento. Como beleza e afirmação. Como reexistência individual e coletiva. Como chamado, como comunhão. Na encruzilhada entre o samba-rock, o samba-soul, o samba de roda, o samba de gafieira, o ijexá, o samba-canção.

Álbum A Revolução é Preta As 10 composições musicais – cursos d’água, remansos e afluentes culturais pretos, afrodiaspóricos, simultaneamente ancestrais e atuais - são os formadores desse pequeno rio em forma de álbum. Canções autorais – sopradas por vozes coletivas - que inspiram a valorização da estética negra (“Preto Empoderado”, “Pixaim”); sopram o encantamento com a beleza, a força e a fortaleza das mulheres pretas (“Negro Amor”, “Monalisa Negra”); honram a ancestralidade e a herança africana (“Angola Janga”, “Meu Pandeiro”, “Velho Ijexá”); visibilizam a luta contra o preconceito e o racismo (“Senzala”) e afirmam a identidade, o orgulho e o empoderamento de negros e negras neste mundo racista e pretensamente monocromático (“Samba Cura”, “A Revolução é Preta”). Punhos cerrados, passos firmes, pertencimento comunitário e coração aberto!

O álbum “A Revolução é Preta” foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Orbis, por Marcos Pagani, entre janeiro e junho/2021. Com direção musical e belos arranjos de Edson Arcanjo, que também assina o violão de 6 cordas, o violão de 12 cordas, a guitarra e o berimbau, somos convocados a navegar na força e delicadeza da voz de Marcelo Café; a fluir nos acordes malemolentes do cavaquinho de Pedro Molusco; a ondular no balanço e no groove do baixo de Hamilton Pinheiro; a batucar na cadência ritmada da bateria de Bruno Caselato e da percussão de Carlos Pial, Guto Martins, Kadu Nascimento, Leo Barbosa e Sandro Alves; a viajar no brilho afiado dos arranjos de sopros, do trompete e fluguelhorn de Westonny Rodrigues, do trombone de Felipe Silva e do saxofone de Samuel Daniel. Complementam o caldeirão sonoro as parcerias na composição com Cristiane Sobral em "Preto Empoderado" e Danú Gontijo em "Velho Ijexá", as participações de Dudu 7 Cordas e Breno Alves em "Meu Pandeiro" e os backing vocals de Patrícia Resende, Layla Jorge, Marta Sampaio e Calebe Tavares.

Com este álbum, Marcelo Café nutre-se e passa a integrar a vertente engajada, fecunda e posicionada de músicos negros brasileiros que, diante da barbárie e do racismo estrutural reinante, apontam por meio da arte outros horizontes firmados no terreiro em que “o futuro é ancestral” e “a revolução é preta, feminista e periférica”. Caminhos abertos, Saravá, Axé, Mojubá, Kolofé!

PROGRAME-SE Lançamento do álbum A Revolução é Preta, de Marcelo Café QUANDO: 28 de agosto, sábado ONDE: Plataformas Digitais (Spotfy, Deezer, Apple Music, Youtube e Youtube Music) Classificação: Livre Mais informações: www.instagram.com/marcelocafeoficial/ www.marcelocafe.com.br

1/3