• Josuel Junior - Editoria

É NESTA SEMANA: FESTIVAL ¼ DE CENA ATUALIZA SUA PROGRAMAÇÃO

Começa nesta semana a segunda edição do Festival ¼ de Cena. Agora, além das cenas curtas, haverá também exibição de curta metragem.



Foto: Humberto Araújo

O Festival ¼ de Cena entra em sua 2ª edição em 2019 com muitas atrações para o público brasiliense. O evento visa fomentar a produção e circulação de trabalhos cênicos independentes no Distrito Federal e está sendo produzido de forma independente pela Ninja Loka Produção. Confira a programação atualizada e marque presença.


17.10. 19 – quinta-feira – 20hs


A experiência humorística performática do nada, para não ser pretensioso Habitar o limiar entre a reprodução do que é ensinado nos livros e faculdades e o que de fato é vivido. A experiência vivida importa. A arte está diretamente ligada as questões sociais, e baseado nisso, que tipo de teatro eu posso/tenho que fazer? Com quantas não piadas se faz uma piada? Em um misto de palhaçaria contemporânea e um Stand-up teatral, o ator incorpora um personagem que sofre os distúrbios da poesia acadêmica. E para isso, é preciso interpretar sua bisavó que sofre de narcolepsia enquanto distribui pequenos copos de suco. Uma experiência viva e real, e ai se encontra a cena.

Concepção e atuação: Matheus Dias Direção: Yuri Fidelis Assistente de direção: Similião Aurélio Iluminação: Julia Tempesta Duração: 15 min Faixa etária: 10 anos


2 ou 3 fragmentos desses últimos dias – Coletivo Instrumento de ver Cena de dança acrobática que compõe o novo espetáculo do coletivo Instrumento de Ver, 23 Fragmentos Desses Últimos Dias, em colaboração com a diretora francesa Maroussia Diaz Verbèke, a estrear em outubro deste ano. A coreografia em trio surge a partir da brincadeira entre Beatrice, ao calçar os sapatos, e Julia e Maíra, que criam o seu caminho (ou será que é o oposto?) proporcionando um jogo de troca, colaboração, dança e acrobacias.

Criação e atuação: Coletivo Instrumento de ver Intérpretes criadoras: Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes Colaboração artística: Maroussia Diaz Verbèke Faixa etária: livre


Juão – Raiz de 3 produções Um garoto sertanejo conta sua história, sua relação com a comunidade, a feira, os afetos e memórias de criança que retratam a vida e os acontecimentos de uma comunidade Brasileira.

Atuação: Tauã Franco Direção: Yuri Fidelis Dramaturgia: Tauã Franco e Yuri Fidelis Duração: 15 min Faixa etária: 10 anos


SAMADHI – Columna Produções

Trazendo consigo inspiração no coração da mitologia hinduísta e na Poesia de Khalil Gibran, a esquete apresenta a perspectiva de uma mulher que passeia por suas sombras e decide dançar com elas.

Atuação: Devadasi Hermógenes e Ely Janoville Direção: Emanuel Lavor Concepção: Emanuel Lavor e Devadasi Hemógenes Texto: “Perguntais-me como me tornei louco”, de Khalil Gibran Coreograa: Devadasi Hermógenes e Kelucharam Mohapatra Trilha sonora original: Ely Janoville Iluminação: Larissa Souza Maquiagem e Figurino: Devadasi Hermógenes Vídeo (gravação e finalização): Pedro Buson Agradecimentos: Instituto Shambala, Miguel Devadata, Kamala Ramers, Cia Andaime e Ceres Moura Produção: Columna Produções Brasília-DF, 2019 Faixa etária: livre


18.10.19 – sexta-feira


Descoreografia da bola dos sonhos – Independente Uma figura com vestes bizarras anuncia aos participantes o fim da bola dos sonhos. Enquanto isso, borrifa uma fragrância amadeirada para preparar o seu elogio da loucura e se esforça por fazer passar uma mosca por um elefante. Para despertar os cinco sentidos, convoca a colocar em prática o seguinte provérbio: se ninguém te louva, farás bem em louvar-te a ti mesmo!

Elenco: Duda Herbst Direção cênica: Lino Nilo Dramaturgia: Duda Herbst e Lino Nilo Duração: 15 min Faixa etária: livre


OVO, ÓVULO, ÓVNIS – ATA – Agrupação Teatral Amacaca O trabalho é inspirado no conto “O ovo e a galinha” da Clarice Lispector. A partir da reflexão da relação entre esses sujeitos, o conto problematiza questões femininas como a maternidade, destacando a função da mulher nesse processo, associada aos seus desejos pessoais e possíveis frustrações que esse conceito gera. O trabalho é uma construção de duas atrizes da ATA – Agrupação Teatral Amacaca – Camila Guerra e Juliana Drummond e colaboração de Rosanna Viegas também integrante do grupo. E foi apresentado pela primeira vez na ocasião do Sarau D’Amacaca edição comemorativa de 80 anos do diretor da Cia – Hugo Rodas.

Idealização: Camila Guerra Direção: Juliana Drummond e Camila Guerra Colaboração: Rosanna Viegas Operação de Luz: Juliana Drummond Operação de Som: Rosanna Viegas Atuação: Camila Guerra Duração: 15 min Faixa etária: 16 anos


ATOR – Semente Cia de teatro Ator é um exercício cênico que tem como alicerce relatos da vida do dramaturgo, ator, diretor e poeta Antonin Artaud, um gênio do século XX marcado pela loucura e pela marginalidade. Neste exercício-cena, a arena se torna uma bandeja, na qual um único Ator será servido ao público como um pedaço de carne.

Direção: Valdeci Moreira e Ricardo César Ator: Daniel Landim Iluminação: Valdeci Moreira e Matheus Trindade Contra-regragem: Jullya Graciela Produção: Marli Trindade Duração: 15 min Faixa etária: 16 anos


O Homem-Lixo – Independente Monólogo escrito por Matéi Visniec é um manifesto contra o consumismo. O autor pelo Teatro do Absurdo nos mostra a trajetória de um cidadão comum, passivo, pouco dado a reclamações, que vai sendo paulatinamente transformado em lixeira por toda a sociedade, sem explicação, apelo, ou empatia.

Atuação: Du Oliveira Direção:Magna Oliveira Execução de cenografia: Vanderlei Costa Sonoplastia: Tauana Barros Faixa etária: 10 anos

19.10.19 – Sábado


HÁBRAÇOS – Grupo Pés,Teatro-dança com pessoas com deficiência Quanto de mim existe no outro e o quanto do outro eu carrego em mim? Em cena, por meio do encontro e desencontro, os dançantes, Mari Lotti e Roges Moraes investigam o poder do toque, do afeto e do desafeto. Qual a potência de um abraço? Coreografia : Mari Lotti, Roges Moraes e Yuri Jorge. Iluminação e sonoplastia: Rafael Tursi Duração: 7 min Faixa etária: livre


Manifesto Trav(Eco)-Ciborgue A performance trata sobre como o mito da criatura ciborgueana ─ que habita entre o orgânico e o tecnológico ─ pode servir de paradigma para compreender a construção e os processos de socialização do corpo transfeminino. A apresentação propõe encarar a travesti enquanto uma gura mitológica, pois se acredita que a narrativa ficccional é capaz de constituir uma outra gramática sobre os contextos e relações em que ocorre a violência transfóbica. A performance já foi realizada mais de 15 vezes dentro do território do Distrito Federal e uma vez em Goiânia, Manaus, Vitória e em La Plata/Argentina.

Direção, atuação, dramaturgia, concepção, figurino e iluminação: Maria Léo Araruna Duração: 07 min Faixa etária: 14 anos


Fracasso Coreográfico – Coletivo Tempos O fracasso como potência, as ideias que tombam e o desmonte da eficiência. O convite ao recomeço. A parar o tempo e rever o que se faz. Essa é a dança de um corpo que perde as certezas e faz nascerem outros corpos. Um corpo dividido, corpo bicho, corpo bola, corpo medo, corpo pisoteado, corpo calado, corpo ditador, corpo engasgado, corpo criança. Uma dança na sombra ou o último suspiro possível em uma democracia.

Criação e Dança: Rafael Alves Co-criação e operação de luz, som e imagem: Zé Reis Dramaturgia: Zé Reis e Rafael Alves Colaboração Artística: Sabrina Cunha e Diego Pizarro Apoio: Noara Beltrami Duração: 15 min Faixa etária: livre


O Pequeno Chupa – Dedo – Coletivo COLUMNA – Lançamento e exibição Curta metragem – Inspirado livremente no conto “Struwwelpeter” de Heinrich Hoffman Cena participante da primeira edição do ¼ de cena premiada pelo juri popular que se desenvolveu em curta-metragem. Em uma noite de encantamentos, histórias assombradas e brincadeiras, uma mãe cansada tentar colocar seu filho para dormir.

Produção: Coletivo COLUMNA Direção: Emanuel Lavor e Pedro Buson Roteiro: Emanuel Lavor Elenco: Camila Guerra e Paulo André Lavor Direção de Fotografia: Elisa Souza Direção de Arte: Maíra Geraldo Som Direto: Martha Suzana Assistência de Direção: Caroline Morais Assistência de Câmera: Jean Felipe Montagem: Pedro Buson Design e Mixagem de som: Guilherme Maiolino Correção de Som: Lucas Gesser Trilha Sonora Original: Ely Janoville Produção Executiva Pedro Buson e Emanuel Lavor Duração: 15 min Faixa etária: livre


20.10.19 – Domingo – Cerimônia de Encerramento com entrega de premiação

PROGRAME-SE

PRODUTO: Festival 1/4 de Cena - Edição 2019

GÊNERO: Teatro & Performance

ONDE SERÁ: Teatro SESC Garagem (913 Sul). 

QUANDO: 17 a 20 de outubro de 2019

HORÁRIO: A partir das 20h

CLASSIFICAÇÃO: Diversas, a depender de cada cena curta

QUANTO: R$ 20,00 (meia entrada) - Os ingressos serão vendidos na bilheteria do teatro e na plataforma Sympla: https://www.sympla.com.br/ingressos-14-de-cena-festival-de-cenas-curtas-do-df----artes-cenicas__663998


QUEM FAZ

Criação e produção: Ninja Loka e convidados. Idealização, Coordenação e curadoria: Janaína Mello Produção executiva e Curadoria: Carol Barreiro e Adriano Roza Curadoria: Adriano Roza, Carol Barreiro, Edson Beserra e Janaína Mello Juri convidado: Ana Flávia Garcia, Jonathan Andrade e Larissa Mauro Coordenação Técnica: Marcelo Augusto Montadores: Adriano Roza, Manu Maia Obra/Premio: Lourenço de Bem Arte Designer: Coarquitetos – Danilo Fleury Fotografia: Humberto Araujo Videografia: Estúdio Lingus Filmes Assessoria de Imprensa: Josuel Junior Trilha sonora teaser: Ramiro Galas Gráfica parceira: Pigmento Gráfica


OPINIÃO DO EDITOR:

"Realizar um festival de teatro em meio à crise cultural nacional sem patrocínio e na raça, não é para qualquer um. Vale a pena apostar, incentivar e assistir às cenas curtas que fazem parte da programação. Essa é a melhor resposta contra o desmonte cultural nacional"

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